Ao longo do vale do Rio Douro situa-se a mais antiga região demarcada do mundo: é a Região Demarcada do Douro, criada em 1756, ou seja há mais de 250 anos. Aqui se produz o famoso Vinho do Porto. A região demarcada estende-se actualmente por cerca de 250 mil hectares, distribuídos por 21 concelhos. Cerca de um décimo desta área (24 mil hectares) foi classificada pela Unesco como património da humanidade.
Visitar o Alto Douro Vinhateiro é tomar contacto com uma das paisagens mais extraordinárias de Portugal. Aqui as vinhas desenvolvem-se em socalcos pelas encostas íngremes, formando padrões geométricos muito variados, consoante o perfil do terreno, como que procurando aproveitar cada bocadinho de terra disponível. É uma cultura milenar, que remonta ao tempo dos romanos.
Um dos aspectos mais curiosos acerca desta Região Demarcada tem a ver com a história da demarcação propriamente dita. Esta foi feita a mando do Marquês de Pombal, usando um total de 335 marcos graníticos (também conhecidos como marcos pombalinos), que foram espalhados pela região, com o objectivo de assinalar ou demarcar os limites da área classificada. Em cada marco foi gravada a inscrição "Real Feitoria". Muitos destes marcos já desapareceram, havendo uns que foram destruídos, outros foram enterrados, outros ainda foram aproveitados em muros ou até em casas.
Actualmente encontram-se inventariados cerca de 100, alguns dos quais ainda se encontram in situ. Estes marcos encontram-se actualmente classificados como Imóveis de Interesse Público.
Há várias formas de conhecer melhor esta região e cada opção permite obter uma perspectiva diferente. As alternativas mais interessantes são:
- de carro, seguindo a Estrada Nacional 2, entre Lamego e Vila Real, passando por Peso da Régua e Santa Marta de Penaguião ou então pela Estrada Nacional 222, que percorre a margem sul do Rio Douro, entre Régua e Pinhão;
- de barco, num dos muitos barcos de cruzeiro que navegam ao longo do Rio Douro, entre Porto ou Régua e Barca d'Alva;
- de comboio, pela Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho; a linha segue sempre junto ao rio, primeiro do seu lado norte, depois passando para o lado sul; este é certamente um dos troços de caminho-de-ferro mais pitorescos de Portugal.
Aqui perto: Em Lamego situa-se a igreja de São Pedro de Balsemão, a mais antiga do país. Um pouco mais para leste, perto de Tabuaço, fica a curiosa igreja de São Pedro das Águias.
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Ponte de Lourido
Quem navegue pelas águas do Tâmega será decerto surpreendido pela visão inesperada e invulgar de uma ponte suspensa, de sabor algo oriental, que une as duas margens do rio. É a Ponte de Lourido. Esta curiosa ponte, feita de arame e travessas de madeira, foi construída com o objectivo de permitir a ligação entre as populações das duas margens do Tâmega: as aldeias de Codossoso e Lourido, na margem direita, e a localidade de Rebordelo, situada na margem esquerda, já no concelho de Amarante.
Esta ponte mantém-se neste lugar desde 1926, mas não é a original; anteriormente terá havido ali uma outra mais estreita que ali existiria desde finais do século XIX. O seu estado de conservação actual inspira alguns cuidados, devido sobretudo ao mau estado de conservação de algumas travessas de madeira. Talvez por esse motivo, do lado de Amarante foi colocado um sinal alertando para o mau estado
da ponte e proibindo o seu atravessamento. Apesar desta proibição e do seu estado de conservação, a ponte continua a ser usada por pessoas, gado e até veículos de duas rodas e não se conhecem registos de acidentes.
Passar na ponte de Lourido é uma experiência única: o seu aspecto frágil é intimidatório e aqueles que por ela se aventuram verão a estrutura oscilar a cada passo. Mas quem consegue percorrê-la até ao fim, certamente não o esquecerá!
Como chegar: Na estrada de Amarante para Celorico de Basto, um pouco a sul de Celorico fica a aldeia de Lourido. A partir daqui uma estrada de terra faz a descida até ao local onde se encontra a ponte.
Esta ponte mantém-se neste lugar desde 1926, mas não é a original; anteriormente terá havido ali uma outra mais estreita que ali existiria desde finais do século XIX. O seu estado de conservação actual inspira alguns cuidados, devido sobretudo ao mau estado de conservação de algumas travessas de madeira. Talvez por esse motivo, do lado de Amarante foi colocado um sinal alertando para o mau estado
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